Mensagem Diária 28 12 2025
===>>>Mensagem Diária 28 12 2025 <<<===
REFLEXÃO
Os três textos revelam uma mesma linha teológica: Deus é absolutamente soberano, absolutamente gracioso e profundamente atento à postura interior do ser humano. Em Isaías, o Senhor afirma que tudo existe porque Sua mão criou, eliminando qualquer pretensão humana de mérito ou controle. Ainda assim, Ele declara que Seu olhar repousa não sobre a grandeza aparente, mas sobre o “pobre e abatido de espírito”, aquele que treme diante de Sua Palavra. A grandeza de Deus não anula Sua proximidade; ao contrário, fundamenta-a.
Tito aprofunda essa verdade ao afirmar que a salvação não nasce das obras de justiça humanas, mas da misericórdia divina, manifestada na regeneração operada pelo Espírito Santo. O homem não se salva pelo que constrói, mas é reconstruído por Deus. A iniciativa é divina, o meio é a graça e o resultado é uma vida renovada.
Em Mateus, Jesus mostra o fruto visível dessa obra interior: os pacificadores. A paz aqui não é mera ausência de conflito, mas expressão do caráter de Deus restaurado no homem. Quem foi alcançado pela misericórdia passa a refletir essa misericórdia no mundo. Assim, humildade diante de Deus, regeneração pela graça e pacificação nas relações humanas formam um mesmo caminho espiritual.
ESBOÇO PARA ESTUDO TEOLÓGICO
Tema: Soberania Criadora, Graça Redentora e Identidade Filial
A Soberania Absoluta de Deus (Isaías 66:2a)
Deus como Criador de todas as coisas
A independência ontológica de Deus em relação à criação
Implicações teológicas para o orgulho humano e a autossuficiência
O Critério Divino de Atenção Espiritual (Isaías 66:2b)
“Pobre e abatido de espírito” como categoria espiritual
O temor da Palavra como evidência de verdadeira fé
Humildade não como fraqueza, mas como alinhamento com Deus
A Centralidade da Graça na Salvação (Tito 3:4–5)
A iniciativa salvífica de Deus (“quando apareceu a benignidade”)
Negação do mérito humano
Regeneração e renovação como obra exclusiva do Espírito Santo
O Fruto Ético da Regeneração: A Paz (Mateus 5:9)
Pacificadores como agentes do Reino
A paz como reflexo da reconciliação com Deus
Filiação divina evidenciada por atitudes e não apenas por confissão
Síntese Teológica
Da soberania criadora à graça redentora
Da regeneração interior à manifestação exterior do Reino
DEVOCIONAL
Deus não se impressiona com aquilo que o homem constrói para provar seu valor. Ele mesmo afirma que tudo já foi feito por Suas mãos. Isso nos liberta do peso de tentar merecer atenção divina por desempenho, títulos ou aparência espiritual. O que atrai o olhar de Deus é um coração humilde, sensível e reverente à Sua Palavra.
A salvação, conforme Paulo ensina, não é uma recompensa por esforço moral, mas um ato de misericórdia que nos recria por dentro. O Espírito Santo não apenas perdoa o passado, mas inaugura uma nova realidade interior. Quem compreende isso deixa de competir por aceitação e passa a viver a partir da gratidão.
Essa nova vida se revela, no cotidiano, pela busca da paz. O pacificador não é alguém ingênuo, mas alguém transformado. Ele não promove a paz para ser reconhecido, mas porque carrega dentro de si a reconciliação que recebeu de Deus. E é nesse caminho silencioso, humilde e regenerado que os filhos de Deus são reconhecidos.
Comentários
Postar um comentário