Mensagem Diária 25 12 2025
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REFLEXÃO
Isaías 9:6–7 apresenta uma das mais densas sínteses cristológicas do Antigo Testamento. O texto une, de forma paradoxal e sublime, fragilidade humana (“um menino nos nasceu”) e soberania absoluta (“o principado estará sobre os seus ombros”). A encarnação (procedimento único) não é apresentada como diminuição do poder divino, mas como o meio pelo qual esse poder se manifesta de forma redentora.
Os títulos atribuídos ao Messias revelam não apenas atributos, mas funções ativas no governo do Reino. Ele não é apenas maravilhoso — Ele age maravilhosamente. Não apenas aconselha — Ele governa com sabedoria perfeita. Não apenas é forte — Ele sustenta e vence. Não apenas é eterno — Ele garante continuidade e segurança ao Reino. Não apenas promove a paz — Ele é a própria paz.
O texto ainda desloca a expectativa messiânica de um evento momentâneo para um processo eterno: o principado cresce, a paz se expande, a justiça se aprofunda. Não há regressão, não há decadência. O Reino inaugurado por este Filho não conhece entropia moral nem esgotamento histórico. (Entropia moral é uma metáfora da física (desordem) aplicada à ética e ao comportamento humano, descrevendo a tendência natural de sistemas morais e sociais à desorganização, conflito e decadência (perda de clareza, valores, coerência) se não houver intervenção ativa de energia (esforço, reflexão, ação ética) para manter a ordem, a integridade e o propósito, como crenças conflitantes ou a deterioração de relacionamentos e instituições.)
O fundamento de tudo isso não está na resposta humana, nem na estabilidade política, nem na fidelidade do trono de Davi em si, mas em uma afirmação final decisiva: “o zelo do Senhor dos Exércitos fará isto”. O Reino é garantido pelo caráter de Deus.
ESBOÇO PARA ESTUDO TEOLÓGICO
Tema: O Messias-Rei e a natureza eterna do Seu Reino
Texto-base: Isaías 9:6–7
1. A dimensão encarnacional do Messias
“Um menino nos nasceu” — humanidade real
“Um filho se nos deu” — iniciativa divina e graça
Relação entre nascimento histórico e propósito eterno
2. O peso do governo messiânico
“O principado estará sobre os seus ombros”
Autoridade legítima, não delegada
Governo sustentado pela própria pessoa do Messias
3. Os títulos messiânicos (análise teológica)
Maravilhoso Conselheiro: sabedoria transcendente aplicada à história
Deus Forte: afirmação implícita da divindade
Pai da Eternidade: fonte, guardião e sustentador da vida eterna
Príncipe da Paz: paz como ordem restaurada, não mera ausência de conflito
4. A expansão contínua do Reino
Crescimento do principado
Paz sem limite temporal ou geográfico
Reino dinâmico, não estático
5. Justiça e juízo como fundamentos
Justiça como retidão moral
Juízo como aplicação fiel da justiça
Permanência do Reino baseada em ética divina
6. A garantia final: o zelo do Senhor
Zelo como amor ativo e comprometido
Deus como agente último da história redentora
Segurança escatológica do Reino
DEVOCIONAL
Este texto nos convida a descansar em uma verdade profunda: o governo do mundo não repousa sobre ombros humanos frágeis, mas sobre os ombros do Filho dado por Deus. Em tempos de instabilidade, o Reino de Cristo não é ameaçado; ao contrário, ele continua crescendo.
O mesmo Cristo que nasceu como menino continua reinando com justiça. O mesmo que entrou na história continua sustentando o futuro. Não há área da vida, da consciência ou da sociedade que esteja fora do alcance do Seu principado.
A paz que Ele oferece não depende das circunstâncias, porque nasce do Seu governo. A justiça que Ele estabelece não oscila conforme interesses humanos, porque flui do Seu caráter. E a eternidade que Ele garante não se esgota, porque Ele próprio é eterno.
Viver à luz deste texto é aprender a alinhar expectativas, decisões e esperanças ao Reino que já foi inaugurado e que jamais terá fim.
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